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Questionário - Fanerógamas Marinhas Brasileiras

 

As pradarias de fanerógamas marinhas do Brasil precisam do seu “mouse”

 

Tartaruga verde (Chelonia midas) pastando sobre pradarias de fanerógamas marinhas na região de Abrolhos (BA, Brasil). 

Foto: ©Luciano Candisani/iLCP

 

Fanerógamas ou angiospermas marinhas (conhecidas no Brasil como “gramas marinhas” ou “pastos marinhos”; seagrasses em inglês) são plantas superiores, com flores e frutos, adaptadas completamente à vida aquática. Em geral formam bancos ou pradarias submersas em zonas marinhas rasas e estuarinas. 

As pradarias de gramas marinhas possuem importantes funções e são reconhecidas como “engenheiros dos ecossistemas”. As pradarias purificam a água (oxigenam, reciclam nutrientes e reduzem a turbidez), protegem a costa (atenuam a energia das ondas e reduzem a erosão costeira), fornecem alimento e berçário para diversos animais (invertebrados, peixes, aves, tartarugas, peixe-boi) e promovem o aumento das pescarias locais. Além disso, possuem a importante função de estocar carbono na sua biomassa e nos sedimentos logo abaixo, contribuindo como sumidouros de dióxido de carbono do planeta.

Mesmo com toda esta importância, mais de 30% das pradarias já foram destruídas em todo o globo, e as taxas de destruição só aumentaram nas últimas décadas (7% por ano!), ameaçadas por impactos antropogênicos diversos como poluição orgânica, contaminação, sobrepesca, construções de portos e marinas, pesca de arrasto, turismo e invasão de espécies. Estas plantas são ainda altamente vulneráveis a todos os impactos do aquecimento global, como aumentos da temperatura, elevação do nível do mar, acidificação dos oceanos e aumento da freqüência e intensidade de eventos extremos. 

Desta forma, conhecer o estado atual da distribuição, da abundância e da saúde das pradarias de fanerógamas marinhas é fundamental para medidas de conservação e manejo destes ambientes e de todo o ecossistema associado.

Como no Brasil e na América do Sul temos uma escassez de informações sobre a distribuição, a extensão e saúde das pradarias de gramas marinhas, pesquisadores do programa “Rede de Monitoramento de Habitats Bentônicos Costeiros (ReBentos)" e dos projetos “Mapeamento das Fanerógamas Marinhas do Brasil” e “Dinâmica da Vegetação Aquática Submersa (DiVAS)" elaboraram um questionário, objetivando adquirir informações qualitativas e semi-quantitativas sobre as pradarias da nossa extensa linha de costa. Isto ajudará nos estudos sobre a distribuição e avaliação do estado de saúde destes ambientes, contribuindo para futuros programas de conservação dos ecossistemas marinhos.

O seu tempo é precioso, mas responder ao questionário abaixo, composto na maioria por questões de múltipla escolha, levará menos de 10 minutos. 

Solicitamos sua colaboração!

 

Margareth Copertino

Instituto de Oceanografia – Universidade Federal do Rio Grande (FURG)

 

Joel Creed

Departamento de Ecologia – Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ)

 

Alexander Turra

Coordenador da ReBentos
Instituto Oceanográfico – Universidade de São Paulo (USP)