O Livro Estudos de bancos de rodolitos do litoral norte da Bahia, de autoria de José Marcos de Castro Nunes e Neilton A. Andrade, foi recentemente lançado pela editora Novas Edições Acadêmicas.

 

A elevada riqueza da flora e fauna marinha da plataforma continental brasileira é em muitos casos atribuída à grande disponibilidade de substrato consolidado, tem-se verificado em grandes extensões da plataforma continental a existência de fundos representados por concreções de algas calcárias e extensos bancos de rodolitos (nódulos calcários compostos principalmente por algas coralináceas). As algas são organismos importantes no ecossistema, pois além de constituírem o elo inicial da cadeia trófica, servem de abrigo e local de reprodução para diversas espécies marinhas. O desequilíbrio das populações de algas reflete em prejuízos ao meio ambiente e também para as atividades econômicas. No estado da Bahia a flora do infralitoral, sua distribuição, ecologia, dentre outros fatores, são pobremente conhecidas. A carência de informações aliada à crescente expansão econômica em que a Bahia se encontra, principalmente na região costeira, fazem necessários um maior número de estudos sobre os organismos costeiros. O objetivo deste estudo foi determinar os aspectos taxonômicos e ecológicos de um banco de rodolitos no Litoral Norte da Bahia. Foram analisados fatores como a densidade dos rodolitos, dimensões, volume e flora associada, para cada profundidade amostrada (15, 20, 25 metros), com amostras obtidas por mergulho autônomo. O banco apresentou três táxons de algas calcárias formando rodolitos: Lithophyllum stictaeformeLithothamnion brasiliense Mesophyllum sp. A forma de crescimento incrustante e a morfologia esférica foram predominantes em todas as profundidades. As dimensões e o volume dos rodolitos reduziram com a profundidade, enquanto a densidade teve um significante acréscimo. Um total de 40 espécies de algas foram encontradas crescendo sobre os rodolitos.

 

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