As praias arenosas compreendem cerca de 75% da costa mundial. São ambientes dinâmicos e de transição entre a terra e o mar, sujeitos a fatores físicos, como a ação das ondas e a instabilidade do sedimento. As praias estão dentre os ambientes marinhos mais vulneráveis aos impactos antrópicos e eventuais efeitos das modificações climáticas, como aumento do nível do mar, da frequência e magnitude de eventos extremos e das taxas de erosão costeira e elevação da temperatura do mar e acidificação dos oceanos. Dentre os impactos previstos sobre as praias arenosas como consequência de uma eventual elevação do nível do mar estão: erosão da linha da costa, inundação por ondas de tempestades, alteração da amplitude de marés e mudança nos padrões sedimentares. Tais impactos levariam, em condições extremas, à perda do entremarés e do pós-praia e, consequentemente da sua biota associada. Em condições menos extremas e/ou preliminares espera-se alterações na morfodinâmica das praias, com modificações na composição do sedimento, inclinação e área disponível para ocupação pelos organismos. Tais processos são consequência não apenas de mudanças no nível do mar, mas também de modificações na distribuição das chuvas, na descarga sólida (sedimento) de rios, na frequência, direção e intensidade das ondas e do aumento da frequência e intensidade de marés meteorológicas, associadas a ciclones extratropicais.

 

 

 Projetos

  • Macrofauna de praias arenosas do litoral centro-norte de Santa Catarina (Resp.: Prof. Dr. Tito Cesar Marques de Almeida - CTTMar/UNIVALI)
  • Morfologia funcional de Poliquetas: uma análise espacial intraespecífica (Resp.: Prof. Dr. Paulo Roberto Pagliosa - UFSC)
  • Meiofauna e nematofauna de praias arenosas de Salvador (Bahia - Brasil) (Resp.: Profa. Dra. Orane Falcão de Souza Alves - UFBA)
  • Estruturação espacial, diversidade e densidade de Polychaeta da Baía do Araçá, São Sebastião, Litoral Norte de São Paulo (Resp.: Profa. Dra. Cecilia Amaral - UNICAMP)
  • Comunidades macrobênticas de fundos inconsolidados da Baía do Araçá, Litoral Norte de São Paulo (Resp.: Profa. Dra. Cecilia Amaral - UNICAMP)
  • As praias arenosas do Estado do Ceará: morfodinâmica, macrofauna bentônica e alterações ambientais em um ambiente tropical (Resp.: Profa. Dra. Cristina de Almeida Rocha Barreira - UFCE)
  • Ações para incrementar o potencial científico das coleções biológicas do Museu de Zoologia da Universidade Estadual de Campinas (Resp.: Prof. Dra. Cecilia Amaral - UNICAMP)
  • Avaliação do potencial do caranguejo Ocypode quadrata (Crustacea: Decapoda: Brachyura: Ocypodidae) como bioindicador em praias arenosas: uma análise comportamental e metodológica (Resp.: MsC. Maira Pombo - IOUSP)
  • Padrões de produção secundária de Emerita brasiliensis (Decapoda: Hippidae), Excirolana braziliensis, (Isopoda: Cirolanidae) e Donax hanleyanus (Bivalvia: Donacidae) e elaboração de modelos empíricos para estimar a produção da macrofauna de praias (Resp: Prof. Dr. Marcelo Petracco - UFPA)
  • Mudanças climáticas e seus efeitos em organismos bentônicos do entremarés de praias arenosas na costa norte do Rio de Janeiro e Espirito Santo: variabilidade espaço temporal a médio e longo prazo em diferentes escalas: de organismos a comunidade (Resp.: Prof. Dra. Ilana Rosental Zalmon - UENF)
  • Variação temporal e espacial do macrozoobentos de regiões entremarés da Praia de Panaquatira, Baía de São José, Maranhão, Brasil (Resp.: Prof. Dra. Ana Tereza Lyra Lopes - SEMA/UFMA)
  • Modificações na estrutura das associações bentônicas em resposta a variações morfodinâmicas em praias arenosas amazônicas (Resp.: Prof. Dr. José Souto Rosa Filho - UFPA)
  • Nematofauna da zona litoral da Praia da Ribeira, BA (Resp.: Profa. Dra. Orane Falcão de Souza Alves - UFBA)
  • Mudanças climáticas e praias arenosas do Lagamar, um estudo de longo prazo do morfodinamismo e da estrutura da macrofauna bentônica (Resp.: Prof. Dr. Carlos Alberto Borzone - UFPR)

 

 

 

Fomento

Vínculo